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Diferentes tipos de Marcas Postais

quinta-feira, 16 de julho de 2026

MONTEMOR (MMN2) – Marca linear de raridade 5 em correspondência oficial para Canha

 

Sobrescrito pré-adesivo oficial circulado no Alentejo durante o período da pré-filatelia portuguesa (primeira metade do século XIX). A peça ostenta a marca postal linear MONTEMOR (catalogada como MMN2 com grau de raridade 5), aplicada em tonalidade sépia escuro. Segundo os registos de história postal, este carimbo específico teve o seu período de utilização conhecido entre as décadas de 1820 e 1830.

Sobrescrito pré-adesivo expedido de Montemor-o-Novo para Penha, concelho de Monforte, ostentando a marca postal linear MONTEMOR catalogada como MMN2, aplicada em tonalidade sépia escuro. Segundo o catálogo de marcas postais portuguesas, este carimbo encontra-se registado com datas extremas de utilização conhecidas entre 23 de outubro de 1822 e 23 de outubro de 1839, sendo classificado com grau de raridade 5, o que o torna uma peça de interesse significativo para o estudo da pré-filatelia alentejana.

No topo do sobrescrito encontra-se a indicação manuscrita "S.N.R.", abreviatura utilizada na correspondência administrativa do período e relacionada com serviço oficial, circunstância que explica a ausência de marcações de porte. O sobrescrito foi dirigido ao Professor de Ensino Primário da Vila de Canha, testemunhando a utilização da rede postal para a circulação de assuntos ligados à administração e ao ensino público durante a primeira metade do século XIX.

À época, Montemor-o-Novo constituía uma importante estação postal do Alentejo. Nas tabelas itinerárias postais, a localidade encontrava-se situada a 5 léguas de Évora, integrando a sua 1.ª distribuição postal, e a 15 léguas de Lisboa, pertencendo à 2.ª distribuição da capital. Estas distâncias determinavam o enquadramento postal da correspondência e a organização das malas transportadas pelas carreiras regulares.

A marca MMN2 representa uma das primeiras formas de identificação da origem postal da correspondência expedida em Montemor-o-Novo. A simplicidade da gravação linear, associada à sua reduzida frequência de aparecimento no mercado e em coleções especializadas, contribui para o interesse desta peça, que documenta simultaneamente a história postal da localidade e o funcionamento da administração portuguesa nas décadas que antecederam a introdução dos selos-postais.

Esta peça constitui, assim, um interessante testemunho da circulação de correspondência oficial no Alentejo durante o período pré-filatélico, valorizado pela presença da rara marca MONTEMOR MMN2 em sépia escuro.

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