domingo, 3 de agosto de 2025

Comunicação Comercial de 1963 remtida por João Arranita da Foto Studio em Inteiro Postal: Carimbo circular datado, tipo 1944 de São Brás de Alportel

 


📬 Tipo de Documento

Inteiro Postal manuscrito

  • Data: 29 de dezembro de 1963
  • Local de origem: São Brás de Alportel
  • Remetente: João Arranita, proprietário do Foto Studio São Brás de Alportel
  • Destinatário: Sr. Fernando Ribeiro de Araújo, 2.º Comandante, Ponte

✍️ Conteúdo da Mensagem

A carta trata de uma comunicação comercial relacionada com uma encomenda e pagamento postal:

    Resumo do conteúdo:

  • João Arranito confirma o recebimento parcial de uma encomenda feita por postal.
  • Informa que enviará o restante assim que o destinatário o remeter.
  • Envia, pelo mesmo correio, um vale registado n.º 807492 no valor de 689$40 para liquidar a fatura n.º 3630 P.
  • Menciona que aplicou o desconto habitual de f.p.f. (possivelmente “fotografia para fins profissionais” ou outro termo comercial da época).
  • Finaliza com uma saudação respeitosa.

🧾 Valor Histórico e Curatorial

  • Importância regional: Documento originado em São Brás de Alportel, reforçando o papel da vila na rede postal e comercial do Algarve.
  • Valor documental: Testemunho de práticas comerciais e uso dos serviços postais registados em meados do século XX.
  • Relevância pessoal: O remetente é identificado como comerciante local, ligado à fotografia, o que pode ser explorado em exposições sobre comércio e cultura visual.

sábado, 2 de agosto de 2025

Postal Ilustrado do Algarve para Lisboa (1973): Mensagem Familiar e Variação Tipográfica no Carimbo de Albufeira

 


📬 Descrição Postal:

  • Data de circulação: 18-06-1973
  • Origem: Algarve, Portugal
  • Destino: António Salvador de Carmo, Rua Conde de Ficalho n.º 36, Lisboa:5
  • Selo: Série comemorativa da 20.ª Olimpíada Moderna – Munique 1972, valor facial de 50 centavos, cor verde, com inscrição “OLIMPÍADA”
  • Obliteração: Carimbo circular datado, tipo 1944 "CTT-19.6.73-ALBUFEIRA (corpo tipográfico de Albufeira mais espaçado aproximadamente 1 mm comparativamente à marca anterior)

✍️ Conteúdo Manuscrito: Mensagem informal dirigida a familiares, relatando chegada ao Algarve após boa viagem, com referência ao clima ameno, mar calmo e trovoadas. Expressa intenção de explorar a região e envia cumprimentos calorosos.

📦 Contexto Histórico e Temático: O postal insere-se no contexto turístico crescente do Algarve nos anos 1970, período em que a região se afirmava como destino balnear nacional e internacional. A referência à “descoberta do Algarve” sugere um espírito de lazer e exploração, típico da classe média urbana em férias.

O uso de linguagem afetiva e familiar (“Xi da Laurinha & Cª”) reforça o valor social da peça como testemunho de relações interpessoais e práticas comunicativas da época.

📮 Valorização Filatélica e Temática:

A diferença no corpo tipográfico do carimbo “ALBUFEIRA”, que representa uma variação relevante para estudo de marcofília.

A data de 1973 é relevante por anteceder o período revolucionário de 1974, marcando o fim de uma era de turismo sob o Estado Novo.

O conteúdo manuscrito e o destinatário identificado contribuem para o valor documental e histórico da peça.

Sobrescrito circulado de Albufeira para Marim em 19 de fevereiro de 1964 obliterado com marca dia tipo 1944

 

Descrição Postal

  • Remetente: Frutuosa da Glória do Carmo
  • Endereço: Bairro dos Pescadores, n.º 23, Albufeira
  • Destinatário: D. Rosária Lopes - Ao cuidado de Sebastião Viegas, frente à Fábrica Guerreiro Marim, Olhão
  • Data de circulação: 19-02-1964
  • Origem: Albufeira
  • Destino: Marim

Elementos Filatélicos

  • Selo: Emissão de autoridade de D. Dinis, valor facial de 1 escudo, cor castanha
  • Obliteração: Carimbo circular datado tipo 1944, batido a preto, com sinais de + nas laterais, inscrição: “ALBUFEIRA - 19 FEV 64”

Contexto Histórico e Postal

Em 1964, Portugal encontrava-se sob o regime do Estado Novo, com forte controlo administrativo e económico. A correspondência entre localidades algarvias como Albufeira e Olhão reflete a continuidade das redes familiares e laborais, especialmente em torno da indústria conserveira.

Análise Filatélica de um Sobrescrito Comercial de 1897, circulado de Albufeira para Messejana

 


✉️ Análise Filatélica – Sobrescrito Comercial (1897)

  • Remetente: António do Carmo Madeira, comerciante estabelecido em Albufeira, Algarve
  • Destinatário: Lavrador Henriques, residente próximo à praça em Messejana, Alentejo
  • Data de circulação: 16 de julho de 1897
  • Selo: D. Carlos I, tipo Mouchon, valor facial de 25 réis, cor verde
  • Obliteração: Carimbo circular datado, tipo 1880, batido a preto com a inscrição: “CORRºETELº - 16JUL97 - ALBUFEIRA”

📬 Contexto e Relevância:

Este sobrescrito representa uma peça de correspondência comercial entre duas regiões distintas: o Algarve e o Alentejo, evidenciando a rede de trocas agrícolas e mercantis no final do século XIX. O selo Mouchon de 25 réis era utilizado para o porte de cartas simples dentro do território nacional.

O carimbo tipo 1880 de Albufeira está bem conservado e claramente legível, o que valoriza a peça do ponto de vista filatélico. A referência ao destinatário como “Próximo à praça” sugere uma localização central e possivelmente ligação ao comércio agrícola.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Carta Comercial de Albufeira para Lisboa: Correspondência de Agosto de 1856 com Selo de D. Pedro V que também entrou em circulação nesse mês


Descrição da Peça

  • Data manuscrita: 21 de agosto de 1856
  • Local de expedição: Albufeira
  • Remetente: Francisco Jozé de Lima
  • Destinatário: Motta e Vaz, Rua da Madalena, nº 20, Lisboa
  • Franquia Postal
    • Selo: Emissão de D. Pedro V, cabelos anelados, valor facial de 25 réis, cor azul (Mf#12).
  • Obliteração:
    • Sobre o selo: Carimbo obliterador não identificável com clareza, presumivelmente o carimbo de barras 4.3.4 numérico 209, batido a preto.
    • Origem: Carimbo oval “ALBUFEIRA”, mal batido a preto.
    • Chegada: Carimbo circular de Lisboa, datado de 28-8-1856, pouco legível.
Conteúdo e Contexto Histórico-Postal

Esta carta comercial refere o envio de uma letra de câmbio no valor de 150$000 para abatimento em conta corrente. O remetente solicita ainda o envio de solas de couro, ilhoses e outros materiais para fabrico de calçado, a serem expedidos por vapor com destino ao porto de Portimão, ou por outro barco que parta primeiro para o mesmo destino.

O documento ilustra o dinamismo das trocas comerciais entre o Algarve e Lisboa em meados do século XIX, evidenciando a importância dos transportes marítimos e a crescente especialização artesanal na região. A presença de um selo da emissão de D. Pedro V e os carimbos utilizados permitem contextualizar a peça no período inicial da reforma postal portuguesa.

História Postal e Presença Judaica no Algarve (1866): Carimbo Numérico 208 e Papel Timbrado de Samuel Amram



 📌 Descrição Técnica

Data do documento: 16 de março de 1866

Remetente: Samuel Andersen

Destinatário: Henrique Andersen

Endereço: Largo de São João Napomuceno às Escadinhas, Nº 8, Lisboa

Local de expedição: Faro

Franquia: Selo de 25 réis não denteado da emissão D. Luís I – CE 16

Carimbo obliterador:

  • Tipo: Carimbo de barras circular
    • Classificação: 4.3.4
    • Numeração: 208 (atribuído a Faro)
    • Marca de origem: Carimbo circular de Faro – 17-03-1866
    • Marca de chegada: Carimbo quadrado preto de Lisboa – 19-05-1866
    • Suporte: Papel timbrado com o nome "Samuel Amram – Faro"

🧭 Análise Marcofílica

Carimbo Numérico 208

  • Pertence à 1.ª reforma postal portuguesa (1853–1870).
  • Atribuído à estação postal de Faro, é um dos carimbos numéricos mais representativos do sul do país.
  • O tipo 4.3.4 (barras circulares com número ao centro) é característico da época e valorizado em coleções de marcofilia clássica.

🕰️ Carimbos de Trânsito e Chegada

  • O carimbo circular de Faro confirma a expedição a 17 de março de 1866.
  • O carimbo quadrado de chegada a Lisboa, datado de 19 de maio de 1866, apresenta um intervalo invulgar de dois meses, sugerindo possível retenção, reexpedição ou erro postal.

🕰️ Enquadramento Histórico

A carta foi redigida em papel timbrado de Samuel Amram, figura marcante da história judaica no Algarve. Amram terá sido o primeiro judeu a chegar à região, vindo de Tetuão em 1813. No século XIX, muitos judeus em Portugal e na Europa enfrentavam pressões sociais e económicas que os levavam à assimilação cultural, frequentemente através da mudança de nomes.

O edifício onde Samuel Amram instalou a sua atividade industrial é hoje o Museu Municipal de Faro. Originalmente uma judiaria, foi depois convento, armazém de peixe e, finalmente, fábrica de cortiça durante cerca de 100 anos, após aquisição por Amram.

🖼️ Importância Filatélica e Marcofílica

A peça é um testemunho da rede postal portuguesa no século XIX, com destaque para a utilização de carimbos numéricos e marcas de trânsito.

A presença de papel timbrado comercial e a ligação à história da comunidade judaica no Algarve conferem-lhe valor documental e cultural.

A carta é relevante para coleções temáticas sobre:

  • Carimbos numéricos da 1.ª reforma postal
  • História postal do Algarve
  • Correspondência comercial do século XIX
  • Presença judaica em Portugal

Carta Comercial de Fernando Alvares Barbosa para Mota & Vaz com Carimbo 219 (1.ª reforma postal) e Marca Nominal Linear de Vila Real de Santo António


Descrição Técnica

  • Data de expedição: 6 de dezembro de 1864
  • Remetente: Fernando Alvares Barbosa 
  • Origem: Vila Real de Santo António
  • Destino: Lisboa
  • Destinatário: Mota & Vaz - Armazém de Solas
  • Franquia: Selo de 25 réis não denteado da emissão D. Luís I – CE 16
  • Obliteração: 
    • Carimbo de barras 4.3.4 numérico 219
    • Marca nominal Linear de "VA Real de S ANTº" batida a preto
  • Marcas postais adicionais: 
    • Circular de trânsito por Faro: 7 de dezembro de 1864 
    • Carimbo quadrado de chegada a Lisboa: 8 de dezembro de 1864

📜 Conteúdo Manuscrito

A carta, datada de 6 de julho de 1864, revela transações comerciais relacionadas com a compra de material de solas

Este conteúdo oferece uma perspectiva sobre práticas comerciais  e relações de confiança entre comerciantes da época.

400 mil réis em trânsito: carta de Loulé com percurso completo e carimbo raro - Carimbo nominal oval, com inscrição “LOULÉ” batido a preto LF LLE2 rar10



Tipo de peça: Correspondência manuscrita com função financeira

Data: 4 de outubro de 1859

Remetente: Joaquim José Santos

Destinatário: Motta & Vaz (no conteúdo o remetente trata como Compadre/Companheiro? e Amigo

Descrição e Contextualização

Esta carta, de Loulé datada de 1859, é um exemplo notável de correspondência com função de instrumento financeiro, anterior à introdução dos selos postais em Portugal. O remetente autoriza o pagamento de 400000 réis ao portador, solicitando que o valor seja debitado na sua conta corrente. A linguagem formal e a estrutura epistolar refletem os usos comerciais da época, baseados na confiança e na reputação entre as partes.

Importância Histórica e Documental

  • Valor elevado: A quantia de 400000 réis representa uma soma significativa, reforçando o caráter oficial e económico da carta.
  • Função de crédito: A peça funciona como uma ordem de pagamento, prática comum no comércio do século XIX.
  • Estilo epistolar: A carta encerra com fórmulas de cortesia típicas da época, revelando o protocolo social e comercial vigente.
Esta carta representa um excelente exemplo da circulação postal portuguesa na época adesiva, com percurso completo e documentado entre Loulé, Faro e Lisboa. Foi expedida a 4 de outubro de 1859 e chegou ao destino em apenas dois dias, a 6 de outubro, evidenciando a eficiência dos serviços postais da época.

Elementos Filatélicos e Marcofilia
  • Selo: Emissão de D. Pedro V – Cabelos anelados, valor facial de 25 réis, correspondente à tarifa de correio simples nacional.
  • Obliteração: Carimbo de barras horizontais 4-3-4, com número 214, atribuído à estação de Loulé, usado para inutilizar o selo.
    • Carimbo de origem: Carimbo nominal oval, com inscrição “LOULÉ” batido a preto preto LF LLE2 rar10 Marca bem batida. Só é conhecido mais uma peça com obliteração nesta cor.
    • Carimbo de trânsito: Marca circular datada “FARO-5|10-1859”, indicando passagem por Faro em 05.OUT.1859.
    • Marca de chegada: Carimbo oval preto no verso, com inscrição de Lisboa e data de receção 06.10LISBOA59
Importância Filatélica
  • A carta documenta um percurso postal completo, com três etapas marcadas por carimbos distintos.
  • A presença de carimbo circular de trânsito por Faro é relevante, pois nem todas as cartas da época o apresentam.
  • Marca adicional: Marca nominal oval “LOULÉ”, reutilizada do período pré-adesivo como marca de origem
  • A utilização do carimbo numérico 214 permite a identificação precisa da origem postal, valorizando a peça do ponto de vista da marcofilia.

Inteiro postal de Monchique (1935): Carimbo tipo 1880 de 27 mm (em uso tardio)


Tipo de peça:
Inteiro postal circulado

Data de expedição: 29 de junho de 1935

Data de receção: 30 de junho de 1935, às 1:10M

Origem: Monchique

Destino: Calçada do Marquês de Abrantes n.º 25 - Lisboa

Franquia: Impressa · 25 centavos

Tipo de emissão: Inteiro postal da República Portuguesa com selo impresso representando os Lusiadas

Obliteração de origem:

  • Carimbo datador circular tipo 1880, batido a preto, com a inscrição:
    • CORRºETELº - MONCHIQUE · 29.JUN.35·
    • Diâmetro aproximado: 27 mm

Marcas de receção:

  • Flâmula ondulada com carimbo hexagonal de Lisboa Central · 2.ª Secção
  • Data: 30.6.35 · 1-10M

Conteúdo manuscrito (verso):

  • Remetente: Sebastião Fernandes
  • Destinatário: Sr. Henrique Antunes de C., Lisboa
  • Mensagem: Aviso de cobrança de 8$00, referente a conta aberta em 17 de abril. 

Observações filatélicas:

  • Combinação de carimbo tipo 1880 com flâmula ondulada e carimbo hexagonal representa bem a transição entre - Tempo de trânsito de 1 dia entre Monchique e Lisboa demonstra a eficiência dos serviços postais da época.
  • Escrita manuscrita cursiva típica da correspondência comercial da década de 1930.

Interesse filatélico:

Peça representativa da circulação postal em Portugal durante a década de 1930.

Valor documental para coleções sobre:

  • Inteiros postais da República
  • Marcofilia rural e urbana
  • História postal do Algarve
  • Carimbos tipo 1880 em uso tardio

Postal ilustrado de Monchique (1918): Selo Ceres de ½ centavo e carimbo circular, tipo 1880 de 29 mm (circulado como impresso ou será uma tolerância postal?)



Postal ilustrado: Caldas de Monchique – Paraizo

Tipo de peça: Postal ilustrado circulado

Editor: A. Malva

Imagem: Vista bucólica das Caldas de Monchique, com vegetação densa e curso de água, representando o ambiente termal da região.

Data de circulação: 15 de dezembro de 1918

Origem: Monchique (Algarve)

Destino: Caldas da Rainha

Selo: Emissão Ceres, ½ centavo, cinzento escuro

Obliteração:

  • Frente: Carimbo datador circular tipo 1880, batido a preto – “CORRºETELº - 15.DEZ.18 - MONCHIQUE” de 29 mm de diâmetro
  • Verso: Repetição do carimbo de Monchique e vestígios da marca dia tipo 1880 de Caldas da Rainha


Observações marcofilatélicas:

  • O postal não possui franquia impressa, sendo necessário o uso de selo adesivo.
  • A tarifa de ½ centavo é inferior à tarifa normal de 1 centavo para bilhete postal simples, o que pode indicar:
    • Circulação como impresso ou sob tarifa especial
    • Possível erro ou tolerância postal
    • A dupla obliteração (frente e verso) é característica da época e reforça a autenticidade da circulação.

Tendo em atenção que o destinatário está carimbado em cor violeta, sendo que na prática o remetente não teria um carimbo com o nome do destinatário, consideramos que a hipótese mais provável é que se trate de uma tolerância postal para efeitos de colecionismo, tendo o postal sido preparado pelo destinatário.

Interesse filatélico:

  • Combinação de imagem regional, selo da República (Ceres) e carimbo tipo 1880.
  • Representa o uso dos serviços postais em zonas termais e rurais no pós-Primeira Guerra Mundial.
  • Valor documental e estético para coleções temáticas sobre termalismo, Algarve, ou emissões Ceres.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Selo da Emissão "Jornaes" – 2½ réis com carimbo de Aljezur



Descrição do selo:

Selo português da emissão especial para jornais, com valor facial de 2½ réis, destinado ao porte reduzido de publicações periódicas. Esta emissão visava facilitar a circulação da imprensa escrita, promovendo o acesso à informação no século XIX.

Data de Obliteração: 08 de outubro de 1893

Tipo de Carimbo: 

  • Carimbo datador circular, tipo 1880, batido a preto, com a inscrição: “CORRºETELº - 8OUT93 - ALJEZUR”

Local de Obliteração:

Aljezur, pequena vila do Algarve, cuja presença em obliterações postais é relativamente rara, conferindo interesse adicional ao exemplar.

Contexto Histórico:

A emissão "Jornaes" foi criada para responder às necessidades específicas do envio de jornais, com tarifas reduzidas. O carimbo utilizado nesta peça pertence ao tipo introduzido em 1880, que combinava funções postais e telegráficas, refletindo a modernização dos serviços de comunicação em Portugal.

Interesse Filatélico:

  • Este exemplar destaca-se pela conjugação de três elementos de valor:
    • A natureza especializada do selo (tarifa de jornais);
    • A obliteração clara e completa com data e local identificáveis;
    • A origem postal pouco comum (Aljezur), valorizando coleções temáticas ou regionais.

Classificação:

Filatelia Clássica Portuguesa – Emissões Especiais – Obliterações Raras

Silves–Odeceixe, 1936: Inteiro Postal com Percurso completo, diferentes tipos de carimbo e marca de Aljezur

 


📨 Inteiro Postal “Tudo pela Nação” – Silves para Odeceixe, 1936

  • Tipo de peça: Inteiro postal circulado
  • Emissão: Bilhete postal de franquia paga, valor facial 25 centavos, com a legenda patriótica “Tudo pela Nação”, típica das emissões do Estado Novo
  • Data de expedição: 16 de março de 1936
  • Origem: Silves
  • Destino: José Estêvão d’Oliveira, industrial de cortiças, Odeceixe
  • Remetente: Sebastião Garcia

✉️ Marcação Postal e Percurso

A peça apresenta um percurso postal completo e documentado através de três carimbos circulares datados:

  • Silves (origem):
    • Carimbo tipo 1928, batido a preto
    • CORRºETELº - 16 MAR 36 - SILVES
  • Lagos (trânsito):
    • Carimbo tipo 1880, batido a preto
    • CORRºETELº - 17 MAR 36 - LAGOS
  • Aljezur (receção):
    • Carimbo tipo 1880, batido a preto
    • CORRºETELº - 21 MAR 36 - ALJEZUR

🔎 Nota filatélica: A marca postal de Aljezur é considerada muito rara em peças circuladas, o que confere à peça um valor filatélico adicional significativo.

🏛️ Contexto Histórico e Postal

Este inteiro postal circulou no sul de Portugal, entre Silves e Odeceixe, passando por Lagos e Aljezur. A legenda “Tudo pela Nação” reflete o espírito nacionalista do Estado Novo, sendo característica das emissões postais da década de 1930.

O percurso postal está bem documentado, totalizando 5 dias de trânsito, e evidencia a eficiência da rede postal regional. O destinatário, José Estêvão d’Oliveira, era um industrial de cortiças, setor de grande importância económica no Algarve.

Correspondência de Negócios em 1862: Uma Carta de Blanco e Pablos (provavelmente redigida por/ou a mandado de Francisco Gomes Pablos) - Marca nominal linear “SILVES”


📨 Carta Comercial Circulada de Silves para Lisboa – 1862

Tipo de peça: Carta comercial circulada

  • Data de expedição: 26 de setembro de 1862
  • Origem: Silves
  • Destino: Henrique Andersen, Rua das Escolas Gerais, 132, Lisboa
  • Remetente: Blanco e Pablos — firma comercial ativa em Silves, provavelmente representada por Francisco Gomes Pablos, capitalista de relevo local e proprietário de uma importante unidade fabril na cidade.
  • Destinatário: Henrique Andersen — nome comercial de João Henrique Andersen, empresário com negócios sediados no Porto, mas que passava longas temporadas em Lisboa por motivos de saúde e negócios, tendo falecido nessa cidade.

Selo: 25 réis carmim rosa, emissão de D. Luís I, tipo pérolas afastadas

Obliteração: Carimbo de barras numérico “216”, tipo 4.3.4, atribuído à estação postal de Silves durante a 1.ª Reforma Postal Portuguesa

Marca adicional: Marca nominal linear “SILVES”, reutilizada do período pré-adesivo como marca de origem

Carimbos de trânsito e receção:

  • Faro: carimbo circular datado de 27/09/1862
  • Lisboa: carimbo circular de receção datado de 29/09/1862

🏛️ Contexto Histórico e Postal

Esta carta constitui um testemunho notável da circulação postal comercial no sul de Portugal durante o século XIX. A conjugação de elementos do período pré-adesivo (marca “SILVES”) com a franquia filatélica (selo de D. Luís I) ilustra a transição entre sistemas postais. O uso do carimbo numérico “216” insere-se na 1.ª Reforma Postal, que introduziu a padronização das obliterações em Portugal.

O remetente, Francisco Gomes Pablos, figura de destaque na economia local, contribuiu para o desenvolvimento industrial de Silves. O destinatário, João Henrique Andersen, é igualmente relevante, sendo um empresário com atividade nacional e presença frequente em Lisboa, onde viria a falecer.

Do Cofre do Convento à Câmara Eclesiástica: Uma Carta com História (marca nominal de Tavira)


 📨 Ficha Descritiva de Peça Filatélica

Tipo de Peça: Carta oficial pré-filatélica

Data: 29 de dezembro de 1839

Origem: Tavira (Algarve, Portugal)

Destino: Secretaria da Câmara Eclesiástica, Faro

Remetente: Pároco de Tavira (?) 

Destinatário: João Pedro Lamine, Secretário da Câmara Eclesiástica

Marcas Postais:

  • Indicação manuscrita de “Serviço Nacional” (correspondência oficial isenta de porte)
  • Marca oval manuscrita ou carimbo de “TAVIRA” batida a azul
  • Transporte: Serviço oficial do Reino (correio administrativo)

Conteúdo:

Carta de esclarecimento sobre o depósito de valores no cofre do convento.

🏛️ Contexto Histórico e Postal

Peça representativa da correspondência oficial eclesiástica no sul de Portugal durante o período pré-filatélico. A marca manuscrita de isenção de porte e a marca de origem “TAVIRA” são típicas da época. O conteúdo financeiro e administrativo reforça o valor documental da peça, refletindo práticas de gestão de fundos religiosos no século XIX.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Correspondência Eclesiástica Pré-Filatélica: A Confirmação de Residência de António Joaquim de Oliveira em 1839

 


Descrição Filatélica

  • Tipo de peça: Carta oficial pré-filatélica
  • Data: 23 de maio de 1839
  • Origem: Freguesia de São Clemente de Loulé
  • Destino: Secretaria da Câmara Eclesiástica, Faro
  • Remetente: Pároco da freguesia de São Clemente
  • Destinatário: Il.mo Sr. Secretário da Câmara Eclesiástica
  • Marcação postal: Manuscrita, com indicação de “Serviço Nacional” e marca nominal oval de “LOULÉ”
  • Transporte: Serviço oficial do Reino (correspondência isenta de porte)
  • Formato: Dobrada em forma de carta sem envelope, com endereço no verso
  • Estado de conservação: Bom, com caligrafia legível e estrutura física íntegra

 

Conteúdo:

O pároco da freguesia de São Clemente comunica oficialmente à Câmara Eclesiástica que António Joaquim de Oliveira, que se encontra em vias de ser ordenado presbítero, reside na paróquia. A carta é redigida em resposta a um ofício anterior, no âmbito de um processo de verificação de residência, prática comum nos trâmites eclesiásticos relacionados com a ordenação sacerdotal.

 

Importância postal e histórica:

Esta carta é um exemplo representativo da correspondência oficial eclesiástica no Portugal pré-filatélico, ilustrando o papel da Igreja na administração local e os procedimentos formais associados à ordenação de clérigos. A menção explícita ao “Serviço Nacional” e a ausência de porte postal reforçam o seu estatuto de correspondência oficial isenta. A peça tem valor documental, temático (Igreja, ordenações, história local) e postal.


terça-feira, 29 de julho de 2025

Comércio Agrícola Algarvio em 1867: Uma Carta de Albufeira para Figueira



Descrição do Documento: Carta manuscrita de natureza comercial, datada de 12 de janeiro de 1867, enviada de Albufeira para Figueira. Redigida por Frederico Augusto Barata Pinho e dirigida a Ignácio Augusto, a missiva refere que 100 arrobas de figo já haviam sido retiradas do armazém para envio. O remetente solicita ainda o envio de 2 a 3 arrobas de marmelo, caso haja embarcação do Porto para Portimão, sugerindo a compra a António do Lino ou a José Bento Pinto e Filho, que ofereciam o produto a bom preço.

Elementos Filatélicos:

  • Selo: 25 réis carmim rosa da emissão D. Luís I – Fita Curva, não denteado.
  • Obliteração: Carimbo numérico ‘209’, do tipo 4.3.4, mal batido.
  • Carimbo de origem: Oval “ALBUFEIRA”, bem batido a preto.
  • Carimbo de trânsito: Circular de Faro, no verso, datado de 13-01-1867.
  • Carimbo de chegada: Quadrado de Lisboa, datado de 14-01-1867.
  • Percurso Postal: Albufeira (12-01-1867) → Faro (13-01-1867) → Lisboa (14-01-1867)

Contexto Histórico-Postal: Esta carta ilustra a dinâmica do comércio agrícola no Algarve oitocentista, com destaque para a comercio de figos e marmelos, produtos típicos da região. A utilização do selo da emissão D. Luís I – Fita Curva, bem como os carimbos de trânsito e chegada, permitem estudar o circuito postal entre o sul e o centro do país, evidenciando a importância das ligações marítimas e terrestres na circulação de mercadorias e correspondência.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Comércio de Sal no Algarve Oitocentista: Carta de Alcantarilha para Lisboa (1848)


Descrição da Peça

  • Carta datada de 9 de janeiro de 1848, redigida em Alcantarilha (Concelho de Silves), com destino a Lisboa. A correspondência é de natureza comercial, tratando do envio de 12 barricas de sal no valor de 183$330 réis, remetidas por Sr. Boto. O destinatário é a firma Motta & Vaz, em Lisboa.

Percurso Postal

  • Alcantarilha → Albufeira (trânsito) → Lisboa (chegada). A carta percorreu o trajeto em 5 dias, com data de chegada a Lisboa em 14 de janeiro de 1848.

Marcas Postais Identificadas

  • Marca oval preta “ALBUFEIRA” (trânsito) – Tipo O.1 segundo Barreiros.
  • Marca circular azul “LISBOA” (chegada, 14-01-1848) – Tipo P.58 ou P.59.
  • Marca vermelha quadrada (fecho da carta, não postal).

Conteúdo da Carta

A carta refere o envio de 12 barricas de sal no valor de 183$330 réis, com menção a boletas de igual valor. É assinada por Ildefonso Domingues Peres (ilustre residente de Alcantarilha casado com Maria da Conceição)

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Estudo Filatélico de uma Carta de 1872: Emissão D. Luís I Fita Direita com carimbo de barras oval (Faro) n.º 208, Tipo 3.2.3

 


✉️ Destinatário: Condessa de Geras Lima (Júlia Sofia de Almeida Brandão e Sousa)

1.ª Condessa de Geraz do Lima, figura destacada da nobreza portuguesa do século XIX, agraciada com o título por decreto régio de D. Maria II em 26 de agosto de 1848.

Selo: Emissão D. Luís I – Fita Direita: Emitido entre 1867 e 1876, com a efígie do rei D. Luís I. O valor facial de 25 réis correspondia à tarifa de correio interno da época.

Obliteração: Carimbo de barra oval n.º 208 (tipo 3.2.3) Utilizado na estação postal de Faro, este carimbo pertence à tipologia da 2.ª reforma postal portuguesa. Foi ainda aposto carimbo circular datado de Faro datado de 5 de setembro de 1872. No verso foi aposta marca quadrada de cantos arredondados, marcando a chegada a Lisboa a 6 de março de 1872 


🏛️ Contexto Político e Social

O século XIX em Portugal foi marcado por profundas transformações políticas, sociais e institucionais. Após as Guerras Liberais (1828–1834), o país adotou um regime constitucional, mas continuava a enfrentar tensões entre cartistas e setembristas, refletindo os desafios da consolidação do Estado liberal.

A rainha D. Maria II, empenhada em fortalecer a monarquia constitucional, utilizou a concessão de títulos nobiliárquicos como forma de premiar a lealdade à Coroa e reforçar alianças políticas e sociais. A nobreza, por sua vez, passava por um processo de renovação, com títulos atribuídos a famílias de linhagem antiga ou a indivíduos com serviços relevantes ao Estado.


👑 Atribuição do Título à Condessa

Júlia Sofia de Almeida Brandão e Sousa pertencia à influente família Almeida Brandão e Sousa da Fonseca Magalhães, com raízes na aristocracia e ligações à região do Minho, mais precisamente à freguesia de Geraz do Lima, no concelho de Viana do Castelo.

A atribuição do título de Condessa de Geraz do Lima foi feita em caráter vitalício, ou seja, não hereditário, como reconhecimento pessoal da sua posição e méritos. O facto de ser mulher e receber um título condal revela não apenas o prestígio da sua família, mas também a sua própria relevância social e influência.

A sua nomeação pode ter sido motivada por serviços prestados à Coroa, por influência familiar ou por ações de beneficência e representação social. O seu retrato, pintado por Miguel Ângelo Lupi, atesta a sua importância na sociedade lisboeta da época.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Portugal 1856 – Carta de Silves para Lisboa com Selo de D. Pedro V de 25 Réis e Carimbo de Barras “216”

Portugal – Carta circulada – 11 de junho de 1856

Destinatário: Sr. Motta Vaz

Origem: Silves

Destino: Lisboa

Data: 11 de junho de 1856 (manuscrita)

Data do carimbo: 15 JUN 1856 (carimbo datador de Lisboa visível)

Selo: Emissão de D. Pedro V, valor facial de 25 réis, cor azul, impresso em tipografia sobre papel liso, não dentado (sem denteado), com a efígie de perfil do monarca voltada para a esquerda.

Conteúdo: Correspondência manuscrita em português, tratando de assuntos financeiros, incluindo referência a uma quantia de 250$000 réis e instruções sobre envio de cartas e pagamentos.

Formato: Carta dobrada, escrita em cursiva, sem envelope separado (formato típico da época).


Importância filatélica e postal:

A carta representa um exemplo clássico da primeira emissão de D. Pedro V (1855) cabelos anelados de burilagem simples, em uso apenas um ano após o lançamento da série.

Carimbo de barras numérico "216", tipo 5.10.5 e a carta com marca nominal linear "SILVES" do período pré-adesivo

O percurso Silves–Lisboa demonstra a cobertura dos serviços postais no território nacional durante a vigência da 1.ª reforma postal portuguesa (1853), que introduziu os primeiros selos e tarifas uniformizadas.

O uso de lacre e a menção a “aumento de folha” indicam que se trata de correspondência com conteúdo adicional ou de valor, possivelmente comercial ou jurídico.

Portugal 1870 – D. Luís I, 25 Réis obliterado com carimbo nominal oval de “LAGOS”

Selo da emissão de 1870, impresso em tipografia, papel liso, denteado 13½. Obliterado com carimbo nominal oval de “LAGOS”, batido a preto. 


 

domingo, 20 de julho de 2025

Carimbo Circular de Barras 208 (Faro), tipo 3.5.3 sobre Selo de D. Luís I – 25 Réis Rosa

 

Selo da emissão de D. Luís I, com valor facial de 25 réis, impresso em tipografia sobre papel liso, não denteado. Apresenta a efígie do monarca ao centro, com inscrição “25 RÉIS 25” no topo. A peça encontra-se obliterada com o carimbo numeral 208, correspondente à estação postal de Faro, aplicado com tinta preta e barras horizontais, tipo 3.5.3.

A marca é nítida e bem centrada, cobrindo parcialmente a imagem central, conforme o uso habitual da época.

Faro "208" em Exemplar de Luxo da Emissão D. Pedro V (1856/58), 25 Reis Azul – Cabelos Anelados

 

1856/58 – D. Pedro V. Cabelos anelados. MF11, 25 reis, azul, tipo linhas simples, papel liso médio, não denteado. Exemplar usado, com duas margens de luxo, sem defeitos nem reparações, com boa cor, obliterado com carimbo numérico da 1.ª reforma, batido a preto “208 – FARO”



quarta-feira, 16 de julho de 2025

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Carimbo circular datado, tipo 1944, S. Brás de Alportel em inteiro postal postilhão 50 centavos

 


Aviso de cobrança da Casa do Povo de Alte – 1954 (Carimbo circular datado, tipo 1944)

 


Descrição Técnica:
  • Tipo de peça: Postal administrativo oficial
  • Origem: Casa do Povo de Alte
  • Destino: Francisco Madeira, Moita
  • Data de emissão: 6 de dezembro de 1954
  • Selo: Emissão de autoridade D. Dinis, taxa de 20 centavos
  • Obliteração: Marca dia tipo 1944 de Alte, datada de 06-12-1954
  • Conteúdo: Aviso de dívida referente às quotas de sócio contribuinte
  • Valor da dívida: 420$00 (quatrocentos e vinte escudos)
  • Prazo de pagamento: 10 dias
  • Estado de conservação: Bom estado de conservação com furos para arquivo do lado esquerdo
Descrição Marcofilica:
Peça circulada com valor documental e marcofilico, representando o uso do serviço postal como instrumento de comunicação institucional e legal. A presença do selo de autoridade D. Dinis, obliterado com carimbo tipo 1944, confere à peça valor adicional para o estudo da marcofilia portuguesa do século XX. A marca dia de Alte permite a localização precisa da origem postal.

Contexto Histórico:
As Casas do Povo foram criadas durante o Estado Novo como estruturas de apoio social e comunitário, especialmente em zonas rurais. A obrigatoriedade de associação e pagamento de quotas reflete o modelo corporativo do regime. Esta peça ilustra a função coerciva dessas instituições e o papel do correio como meio de comunicação oficial e legal. A emissão D. Dinis foi utilizada em documentos administrativos, reforçando o caráter oficial da correspondência.